Bobagens (ou não) por sumiços repentinos

De que vale o calor do meu corpo se há o Sol? Se há tanto ele lhe aquece, se a força que ele tem é tão mais perto da sua que eu. Você é um satélite natural, você é um astro, você se encontra em tudo de tudo faz seu mundo, você faz parte do que é natural e naturalmente age. Onde é que se encaixa em sua vida enorme o meu amor? Meu amor é forte e é grande, mas minha força é pouca e eu sou pequena. Você fez minha cabeça girar e eu já não saberia trocar você por outra qualquer. Eu precisaria de muito pra preencher seu lugar. Não sei se eu consigo, meu bem.

Eu desfaço os feitos e disfarço os enganos. Finjo (pra mim mesma) que pretendo lhe trocar por outros planos maiores. Maiores? Qual o quê! Fico tentando me convencer que tudo bem, que eu sempre soube... Mas que nada! Eu sabia, sim, mas não deu pra prever, eu não pude saber e não poderei agüentar. Não agora. Não vá ainda. Talvez direi que não vou sofrer ou sentir jamais sua falta. Mas ah, não acredite em mim. Ou melhor, acredite, acredite sim. Eu vou dizer que se não lhe encontrar não vou mentir ao dizer que estou bem e que não me importaria ao lhe ver bem com outro alguém também. Peço que acredite, mas no fundo você vai saber que não haverá muita verdade nestas palavras. Mas acredite! Quem sabe assim eu não poderei acreditar também.

Mas ah...
Tira de mim o seu gosto
Me traz mais um copo
Eu não sei se consigo
Vou ficar por aqui,
me esconder num sorriso
Fazer de conta que eu não lembro
E só chorar escondido.

1 comentários:

Victor disse...

Não, vc não vai se livrar de mim tão cedo!
:)

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